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Comprar votos em concurso que confirma o e-mail: o que a verificação aceita e rejeita

Resposta curta

Comprar votos com confirmação por e-mail só funciona com pessoas reais: num concurso que valida o endereço, cada voto depende de alguém abrir a própria caixa de entrada. Segundo a central de ajuda da Easypromos, o participante clica num link ou digita um código temporário de 4 dígitos, e o antifraude da plataforma detecta e-mail temporário. A divulgação que fazemos leva o link do concurso a quem tem e-mail próprio e quer votar.

Por Equipe Votos Já · Última atualização

E-mail temporário e alias: o que o antifraude da Easypromos barra

O sistema antifraude da Easypromos, segundo a empresa, consegue detectar quando um participante usa e-mail temporário, e a plataforma informa que não aceita aliases de e-mail, os endereços alternativos que entregam na mesma caixa de correio. Os dois bloqueios miram o mesmo alvo: uma pessoa se passando por várias.

Para a divulgação, a leitura é simples. Qualquer proposta que fale em gerar endereços, aproveitar variações de um mesmo e-mail ou usar caixas descartáveis está oferecendo exatamente o que a ferramenta foi feita para recusar. Não fazemos, não indicamos quem faz e não explicamos como se faz.

Há um motivo prático, além do óbvio. Quando o antifraude separa uma participação, quem fica com o problema é a pessoa inscrita no concurso, não quem vendeu o atalho. A conta de quem concorre é a única que aparece no painel do organizador.

O voto que passa por esse filtro tem cara de gente: um endereço que existe, uma caixa aberta pelo dono, um clique no link na hora em que a pessoa resolveu votar. É esse voto que a nossa divulgação procura, e só esse.

Google Forms: a conta Google como comprovante de quem respondeu

No Google Forms, segundo a central de aprendizagem do Google Workspace, quem cria o formulário pode coletar e-mails verificados: o respondente confirma que o e-mail da sua conta Google será registrado com a resposta, e a confirmação aparece em cada página do formulário.

Na prática, o Google Forms troca o código por e-mail pela conta Google. Ninguém digita endereço: o formulário registra o e-mail de quem está logado, e quem responde vê o aviso de que isso vai acontecer. Votações de escola, de empresa e de associação podem rodar assim, montadas por alguém da própria organização.

No Google Workspace há uma camada a mais. Por padrão, o acesso ao formulário fica restrito a pessoas da própria organização, e com o acesso restrito a pessoa precisa entrar com o próprio e-mail para abrir o formulário. Uma votação interna da empresa ou da escola, nesse modo, só recebe resposta de quem tem conta daquela organização.

Para quem pensa em divulgação, o Workspace fechado encerra a conversa: gente de fora não abre o formulário. O formulário aberto, com e-mail verificado, é outro caso, e aí vale olhar o regulamento da votação.

Woobox: nome e e-mail de quem vota ficam com o organizador

Em 2017, o blog da Woobox anunciou que os organizadores de concursos de conteúdo enviado pelos participantes podiam coletar nome e e-mail de quem vota, com a opção de incluir um aceite de e-mail. A partir daí, cada voto pode chegar ao organizador acompanhado de um nome e de um endereço.

O efeito é menos visível do que um código, mas pesa. Uma lista com nome e e-mail de cada votante é material de leitura: o organizador consegue olhar quem votou em quem, quando quiser e com a calma que quiser. Votos de pessoas que existem passam por essa leitura sem susto.

Para a participante, a coleta de dados muda o tom do pedido. Quem recebe o link sabe que vai deixar nome e e-mail, e parte das pessoas hesita. Vale dizer isso no convite, com franqueza, em vez de esconder a etapa e perder o apoio na metade.

Concurso cultural, promoção comercial e a portaria da SEAE

Segundo o artigo 25 da Portaria SEAE/ME nº 7.638/2022, a distribuição gratuita de prêmios por concurso exclusivamente artístico, cultural, desportivo ou recreativo independe de autorização prévia. Num concurso de fotos ou de talentos com votação popular, procure esse enquadramento no próprio regulamento.

A mesma portaria trata, em outros dispositivos, da distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda feita por sorteio, e nesse terreno não fazemos divulgação de voto nenhum. Quando um concurso mistura votação com chance, a resposta é não.

O enquadramento importa para quem concorre por um motivo concreto: ele diz se o prêmio depende de mérito ou de outra coisa. Se o regulamento chama o concurso de cultural e ainda assim exige compra de produto para votar, há algo a perguntar ao organizador antes de pedir apoio a alguém.

Nenhuma dessas regras fala de e-mail. A confirmação por e-mail é escolha técnica do organizador, não exigência da portaria, e pode existir em concursos culturais e em promoções comerciais do mesmo jeito.

Onde a divulgação cabe num concurso que valida o e-mail

Num concurso montado na Easypromos, no Google Forms aberto ou na Woobox, a divulgação que fazemos leva o link da sua participação a pessoas reais, cada uma com o próprio e-mail, que decidem se votam. O trabalho começa quando o regulamento não proíbe apoio externo, e o valor é combinado antes de começar.

A validação muda o desenho do trabalho mais do que o objetivo. O convite precisa avisar que vai chegar um e-mail, que o código expira e que vale olhar a caixa de promoções. Pessoas avisadas terminam o voto; pessoas surpreendidas abandonam no meio.

Também mudamos a expectativa de volume. Um concurso com confirmação por e-mail rende menos votos por pessoa alcançada do que uma enquete aberta, e o combinado já sai com esse desconto. Prefiro um número menor e de pé a um número bonito que o antifraude derruba depois.

Recusas: Workspace fechado, e-mail de terceiros e regulamento contrário

Num concurso com confirmação por e-mail, recusamos a divulgação em cinco situações, e dizemos isso no primeiro contato. Quase todas saem das próprias regras da ferramenta, como o acesso restrito do Google Workspace ou o bloqueio de aliases da Easypromos.

Nenhuma dessas recusas muda com um valor maior, e nenhuma depende de quem pede: valem para a participante, para a escola e para a loja do bairro do mesmo jeito.

  • Formulário do Google Workspace restrito à organização: quem é de fora não abre, então não há o que divulgar.
  • Pedido para usar e-mails de terceiros, endereços temporários ou variações de uma mesma caixa: recusamos sempre.
  • Regulamento que proíbe apoio externo ou divulgação paga: mostramos a cláusula e paramos.
  • Concurso que mistura votação com sorteio de prêmio entre quem vota: não fazemos.
  • Votação sem regulamento publicado e sem resposta do organizador: o risco fica todo com quem concorre.
Como três ferramentas confirmam quem vota, segundo as páginas de ajuda e o anúncio de cada uma
FerramentaComo confirmaDetalhe que pesaQuem decide
Easypromos, por linkClique no link enviado por e-mailAntifraude detecta e-mail temporárioOrganizador, promoção por promoção
Easypromos, por códigoCódigo temporário de 4 dígitosAliases de e-mail não são aceitosOrganizador, promoção por promoção
Google Forms abertoConfirmação do e-mail da conta GoogleAviso repetido em cada páginaQuem cria o formulário
Google Forms no WorkspaceLogin com o e-mail da organizaçãoAcesso restrito à organização por padrãoQuem cria o formulário
Woobox, concurso de conteúdoColeta de nome e e-mail de quem votaAceite de e-mail opcional, anunciado em 2017Organizador do concurso

Passo a passo

  1. O concurso e a ferramenta que ele usa

    Mande pelo contato do site o link do concurso e o regulamento. Pela página de votação dá para ver se ela roda na Easypromos, no Google Forms ou na Woobox.

  2. A validação que o organizador ligou

    Conferimos se o voto pede link por e-mail, código, login com conta Google ou nome e e-mail. Se o formulário for restrito a uma organização, paramos aqui e explicamos.

  3. Volume pensado para a etapa do e-mail

    Combinamos quantos votos buscar no concurso e em que dias, já descontando quem desiste entre o clique e a caixa de entrada. O valor é combinado antes de começar.

  4. Convite a quem abre a própria caixa de entrada

    O link chega a pessoas reais, avisadas de que vão receber um e-mail de confirmação. Cada uma vota com o próprio endereço, ou não vota.

  5. Fechamento conferido na página do concurso

    Acompanhamos a contagem pública até o fim da votação e avisamos se algo sair do combinado. Votos que o organizador recusar não voltam por nenhum caminho nosso.

Perguntas e respostas

Dá para comprar votos para um concurso com confirmação por e-mail?

Sim. Dá quando o regulamento do concurso aceita apoio externo, e cada voto vem de uma pessoa real que confirma o próprio e-mail. O que oferecemos é a divulgação do link a essas pessoas. Não oferecemos endereços criados, e-mail temporário nem aliases, que o antifraude da Easypromos diz detectar ou recusar.

Vale um voto por e-mail cadastrado em toda votação?

Não. Quantos votos cada endereço rende depende do regulamento e das opções que o organizador ativa; na Easypromos, até a verificação de e-mail é ligada promoção por promoção. O que a validação confirma, segundo a Easypromos, é que o endereço é válido e pertence a quem participa.

O antifraude da Easypromos aceita e-mail temporário ou alias?

Não. Segundo a Easypromos, o sistema antifraude detecta participação com e-mail temporário, e a plataforma não aceita aliases de e-mail. Qualquer proposta de votos que dependa desses endereços oferece justamente o que a ferramenta recusa, e quem responde pela participação descartada é a pessoa inscrita no concurso.

Quem pode responder a um Google Forms do Workspace?

Por padrão, só pessoas da própria organização, segundo a central de aprendizagem do Google Workspace. Com o acesso restrito, cada pessoa entra com o próprio e-mail para abrir o formulário. Numa votação interna montada assim, divulgação para gente de fora não tem efeito, e recusamos esse tipo de trabalho.

Concurso cultural com votação precisa de autorização para dar prêmio?

Não, quando o concurso é exclusivamente artístico, cultural, desportivo ou recreativo, segundo o artigo 25 da Portaria SEAE/ME nº 7.638/2022. A mesma portaria regula em outros dispositivos a promoção com sorteio, e nesse tipo de promoção não fazemos divulgação. O enquadramento de cada concurso está no regulamento do organizador.

O que o organizador de um concurso na Woobox recebe de quem vota?

O organizador pode receber nome e e-mail de quem vota, recurso que o blog da Woobox anunciou em 2017 para concursos de conteúdo enviado pelos participantes, com opção de aceite de e-mail. Com essa lista, o organizador lê quem votou e quando. Votos de pessoas reais passam por essa leitura sem problema.

Fontes

  1. soporte.easypromosapp.com. soporte.easypromosapp.com/hc/en-us/articles/207884176/.
  2. soporte.easypromosapp.com. soporte.easypromosapp.com/hc/en-us/articles/20777999728788/.
  3. support.google.com. support.google.com/a/users/answer/9303071.
  4. Woobox. blog.woobox.com/collecting-data-from-ugc-voters-is-now-live/.
  5. normaslegais.com.br. normaslegais.com.br/legislacao/portaria-seae-me-7638-2022.htm.
O que não fazemos

Não prometemos vitória nem resultado em concurso com confirmação por e-mail: quem decide é o organizador, e é ele quem lê os dados que a Easypromos, o Google Forms ou a Woobox registram. Não criamos endereços, não usamos e-mail temporário, alias ou caixa de terceiros, não atuamos em formulário do Workspace restrito a uma organização e não aceitamos votações políticas ou governamentais. A ferramenta pode recusar um voto que não passou pela validação, e essa decisão não é nossa.

Dois regulamentos: o da plataforma e o do organizador

Uma divulgação em concurso fica sob dois regulamentos, o da plataforma e o do organizador. A política de spam da Meta, por exemplo, trata a compra e a venda de curtidas como comportamento a ser removido, e o YouTube tem regras próprias para concursos. O Votos Já lê os dois antes de propor qualquer coisa e, se o regulamento proíbe a divulgação paga, não aceita o trabalho.

transparency.meta.com support.google.com

Por que uma divulgação de gente real parece normal

As plataformas de concurso conferem os votos como rotina: a Easypromos mantém um controle de fraude sobre as participações, e a Woobox registra e sinaliza votos suspeitos. Uma divulgação que chega a pessoas reais, no ritmo delas e espalhada pelos dias do concurso, é o que essas conferências esperam ver. Nada disto é um método para passar por um controle.

soporte.easypromosapp.com help.woobox.com

O que diz a lei e o que recusamos

A lei federal das promoções com prêmios exige autorização para a distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda, e essa obrigação é de quem organiza a promoção. O Votos Já só divulga a participação em concursos e enquetes que outras pessoas organizam. Não aceitamos votações políticas ou governamentais, e não damos parecer jurídico sobre o seu caso.

www2.camara.leg.br gov.br

O que ninguém pode garantir

Nenhum orçamento traz vitória, posição ou número de votos, porque o organizador conta os votos e aplica as suas regras: no regulamento do iBest, por exemplo, o voto repetido não é aceito. Uma desclassificação ou um voto anulado é decisão do organizador. Nada começa antes de você aprovar o orçamento por escrito.

premioibest.com