Comprar votos em concurso no Facebook: aplicativos, curtidas e regras da plataforma
Comprar votos em concurso do Facebook só faz sentido como divulgação para pessoas reais, porque a política de spam da Meta proíbe vender, comprar ou trocar curtidas e compartilhamentos. Num concurso decidido por curtidas numa foto, cada clique vem de um perfil, e perfil falso some quando a Meta remove contas falsas. Quando o regulamento aceita apoio de fora, levamos o link da participação a quem gosta do tema.
Por Equipe Votos Já · Última atualização
Curtida na foto ou voto no aplicativo: o que o concurso conta
Num concurso no Facebook, a contagem sai das curtidas e reações de uma publicação na Página do organizador ou de um aplicativo de votação que ele escolheu, e a Meta trata o uso de Página, Grupo ou Evento para anunciar ou administrar um concurso como promoção sujeita às regras dela.
A diferença pesa na prática. Curtida é um gesto de um segundo, que qualquer perfil dá em qualquer foto. Um aplicativo de votação pode pedir login, limitar a participação por dia e guardar um registro que só o organizador consulta.
A primeira pergunta que fazemos é onde a contagem mora. Se mora na foto, qualquer um que toque no número de reações vê a lista de quem reagiu; se mora num aplicativo, valem as travas que o organizador ligou e o regulamento que ele publicou.
A foto, pelo menos, não esconde de ninguém quem clicou nela durante a votação.
Prêmio por quantidade de curtidas: o ponto fraco segundo a Agorapulse
Um guia da Agorapulse sobre fraude em concursos no Facebook afirma que prêmios dados apenas pelo número de votos ficam especialmente expostos a trapaça, e recomenda que as regras permitam banir um participante suspeito. Para quem participa, o recado é procurar essa cláusula de exclusão no regulamento antes de qualquer divulgação.
A palavra que importa ali é suspeito. Uma regra escrita nesses termos fala em suspeita, não em prova: um salto de curtidas numa madrugada ou uma leva de perfis sem foto já bastam para o organizador tirar a participação da disputa. E a decisão é dele, sem recurso a ninguém.
É o motivo pelo qual não entregamos curtidas para foto de concurso. A participação que mais tem a perder com um pico estranho é justamente a que está na frente.
Comprar curtidas no Facebook para a foto do concurso: o limite da Meta
A política de spam da Meta inclui entre as condutas proibidas tentar vender, comprar ou trocar engajamento, como curtidas e compartilhamentos, e não permite conteúdo feito para enganar, iludir ou sobrecarregar os usuários com o objetivo de aumentar artificialmente a visibilidade. Curtida paga para a foto de um concurso no Facebook cai nas duas frases.
A política alcança também o lado de quem pede. Entre os comportamentos proibidos, a Meta lista solicitar ou alegar que o usuário precisa curtir ou compartilhar um conteúdo antes de ver o que foi prometido ou de interagir com ele. Concurso que exige curtir a Página para liberar a participação chega muito perto dessa linha.
Fica de fora, por isso, todo pedido de curtidas, reações ou compartilhamentos em fotos e postagens, ligado a concurso ou não. Pacote de curtidas não vira voto válido só porque a foto tem um prêmio pendurado nela.
Quando a Meta remove perfis falsos, a contagem da foto encolhe
Na política de comportamento não autêntico, a Meta proíbe usar contas, Páginas e Grupos não autênticos para enganar a Meta ou os usuários sobre a identidade ou a origem de um público, e afirma que remove contas falsas e outros ativos. Curtida dada por perfil falso numa foto de concurso dura o que durar o perfil.
O efeito para a participante é ruim de dois jeitos. O número cai de uma vez, às vezes na reta final, e a queda chama mais atenção do que a subida tinha chamado. Organizador que acompanha o placar repara na hora.
A Meta descreve o comportamento não autêntico como uma variedade de formas complexas de enganação. Grupo de troca de votos num concurso, perfil comprado e página criada só para curtir em bloco esbarram na mesma questão de origem do público: quem clicou não é quem diz ser, ou não clicou por gosto.
Enquete desenhada numa imagem não é recurso do Facebook
Os Padrões da Comunidade da Meta, na parte de spam, proíbem imitar recursos da plataforma, como simular enquetes integradas, botões de reprodução ou o botão Curtir. Concurso que publica uma imagem com um falso botão de votar, ou um link que imita a enquete do Facebook, trabalha contra essa regra antes de alguém escolher qualquer opção.
Para quem concorre, o detalhe serve de filtro. Um concurso que finge um recurso do Facebook para colher cliques merece uma olhada no regulamento antes de você pedir apoio a amigos e parentes. Se não existe regulamento nenhum, a resposta já veio.
Isenção da Meta e conformidade legal ficam com quem organiza
As Políticas de Páginas, Grupos e Eventos da Meta pedem que o organizador de uma promoção cuide da conformidade com os requisitos legais e regulamentares aplicáveis e exija dos participantes a isenção total da Meta de responsabilidades. A Meta avisa ainda que não auxilia ninguém a veicular uma promoção.
Para quem participa, saem daí duas consequências. A primeira: reclamação sobre o resultado de um concurso numa Página vai para o organizador, não para o Facebook. A segunda: o regulamento precisa existir em algum lugar, porque a própria Meta manda o organizador cuidar da parte legal.
No Brasil, a parte legal tem nome. A Lei 5.768, de 1971, estabelece que a distribuição gratuita de prêmios como propaganda, por concurso ou operação parecida, depende de autorização prévia do Ministério da Fazenda, e a mesma lei prevê no art. 3º casos que independem dessa autorização.
A realização dessas operações sem autorização prévia sujeita os infratores, segundo a Lei 5.768, a sanções aplicáveis de forma alternativa ou cumulativa. Prêmio de marca anunciado numa Página sem regulamento à vista é motivo para uma pergunta ao organizador antes de qualquer divulgação.
O que a Votos Já faz por uma participação num concurso de Facebook
A divulgação da Votos Já leva o link de uma participação a pessoas reais com interesse no tema, num concurso do Facebook cujo regulamento aceita apoio de fora e cuja votação acontece num aplicativo ou numa página com regras publicadas. Cada pessoa abre o link e decide sozinha se vota.
Não entregamos curtida, reação, comentário nem compartilhamento, e não pedimos a ninguém que curta a Página para liberar a votação. O convite diz qual é a participação e onde se escolhe. O resto é com a pessoa.
O valor fica fechado antes de começar e depende do regulamento, do público e do prazo; a forma de pagamento vem no orçamento. Quantidade não entra em vitrine, porque depende de quantas pessoas reais se interessam pela foto, pelo vídeo ou pelo texto inscrito.
Pedidos de Facebook que recusamos logo na primeira mensagem
A Votos Já recusa concurso no Facebook cujo regulamento proíba apoio externo, contagem feita por curtidas pagas e qualquer promoção de jogo de azar, que a Meta proíbe divulgar em Página, Grupo ou Evento sem permissão prévia por escrito. A recusa vem com a regra apontada, para a participante saber onde está o problema.
Os casos que mais aparecem na primeira conversa pelo WhatsApp, e que não aceitamos:
- concurso decidido só por curtidas ou reações na foto, em que o pedido seria de engajamento e não de divulgação
- rifa, aposta ou outra escolha por sorte anunciada numa Página ou num Grupo, que não fazemos em hipótese nenhuma
- votação que exige curtir a Página ou compartilhar o post antes de liberar a escolha
- pedido de senha, de código ou de acesso ao perfil de quem concorre
- votação que fecha em poucas horas, sem tempo para o link chegar a quem interessa
| Contagem | Quem vê | Regra da Meta | Nossa resposta |
|---|---|---|---|
| Curtidas na foto | Quem abre a lista de reações | Vender ou trocar engajamento é spam | Não entregamos |
| Reações na publicação | Quem abre a lista de reações | Mesma regra de spam | Não entregamos |
| Compartilhamentos | Autor e amigos de quem compartilha | Exigir compartilhar antes de ver é vetado | Não pedimos |
| Comentários | Todos que veem o post | Conteúdo para enganar é vetado | Não escrevemos |
| Aplicativo de votação | Organizador, no painel | Promoção sob regras de Páginas | Divulgação, se o regulamento aceita |
| Enquete falsa em imagem | Quem clica no link | Imitar recurso da plataforma é vetado | Recusamos |
| Perfis falsos | Meta, que remove | Comportamento não autêntico | Nunca usamos |
| Prêmio de marca | Organizador e participantes | Organizador cuida da lei | Pergunta sobre autorização antes |
Passo a passo
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Página e participação apontadas
Envie pelo contato do site o link da Página ou do aplicativo do concurso e o nome da participação. Um combinado cobre um concurso e uma participação.
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Contagem localizada: foto ou aplicativo
Vemos se a votação sai de curtidas na foto ou de um aplicativo com regras próprias. Se sai de curtidas, reações ou compartilhamentos, o trabalho para por aqui.
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Cláusulas de exclusão e de apoio externo
Procuramos no regulamento a cláusula que permite excluir participante suspeito e qualquer veto a apoio de fora. Com veto, não há trabalho; com cláusula de exclusão, o ritmo fica ainda mais calmo.
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Quem recebe o convite e quando
Definimos por escrito que público recebe o link e em que cadência, dentro do prazo do concurso. O valor sai fechado antes de começar; a forma de pagamento vem no orçamento.
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Pessoas reais escolhem no aplicativo
O link chega a pessoas reais, que abrem o aplicativo do concurso e decidem se votam, sem curtir nem compartilhar nada como condição para participar.
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O que muda se o organizador mexer no regulamento
A contagem é acompanhada onde o organizador a mostra. Se ele mudar regra ou prazo no meio do caminho, a divulgação para e o plano é revisto com você.
Perguntas e respostas
Dá para comprar votos em concurso do Facebook?
Sim, quando o concurso usa um aplicativo ou página com regulamento que aceita apoio externo e a divulgação leva o link a pessoas reais. Não, quando a contagem sai de curtidas, reações ou compartilhamentos, porque a política de spam da Meta proíbe vender, comprar ou trocar engajamento.
Como comprar curtidas no Facebook para um concurso de fotos?
Curtidas para concurso de fotos no Facebook não fazem parte do nosso trabalho, porque a política de spam da Meta inclui vender, comprar ou trocar curtidas e compartilhamentos entre as condutas proibidas. Além do risco para o perfil, o guia da Agorapulse lembra que as regras de um concurso podem permitir banir participante suspeito de fraude.
Como comprar votos em enquetes no Facebook sem ferir as regras?
Votos em enquetes no Facebook só ficam dentro das regras quando vêm de pessoas reais que decidem responder e quando o regulamento da enquete ou do concurso aceita divulgação. A Meta proíbe imitar a enquete integrada e pedir curtida ou compartilhamento antes de mostrar o conteúdo prometido, e nada disso entra no nosso trabalho.
O organizador vê quem curtiu a foto do concurso?
Sim. Numa publicação do Facebook, quem toca no número de curtidas e reações vê os nomes de quem reagiu, e o organizador da Página tem essa lista à mão. Perfis desconhecidos, sem foto ou recém-criados aparecem ali do mesmo jeito que os outros, à vista de qualquer pessoa.
A Meta resolve disputa sobre o resultado de um concurso numa Página?
Não. As Políticas de Páginas, Grupos e Eventos dizem que a Meta não auxilia a veicular promoções e mandam o organizador exigir dos participantes a isenção total da Meta de responsabilidades. Reclamação sobre resultado vai para quem organiza o concurso.
Concurso com prêmio no Facebook precisa de autorização no Brasil?
Sim, quando o prêmio é distribuído como propaganda: segundo a Lei 5.768, de 1971, concurso desse tipo depende de autorização prévia do Ministério da Fazenda. A mesma lei prevê no art. 3º casos que independem de autorização, e a Meta deixa a conformidade legal por conta do organizador.
Fontes
- agorapulse.com. agorapulse.com/pt/blog/concurso-no-facebook-como-evitar-a-fraude-e-lidar-com-trapaceiros/.
- agorapulse.com. agorapulse.com/pt/blog/concurso-no-facebook-como-evitar-a-fraude-e-lidar-com-trapaceiros/.
- transparency.meta.com. transparency.meta.com/pt-br/policies/community-standards/spam/.
- transparency.meta.com. transparency.meta.com/pt-br/policies/community-standards/inauthentic-behavior/.
- transparency.meta.com. transparency.meta.com/pt-br/policies/community-standards/spam/.
Não entregamos curtidas, reações, comentários nem compartilhamentos no Facebook, e não trabalhamos para concurso cujo regulamento proíba apoio externo ou cuja contagem saia do engajamento de uma publicação. Não atuamos em votações políticas ou governamentais, nem em rifa, aposta ou outra escolha por sorte. A vitória, o resultado e a decisão do organizador seguem fora do nosso controle, e nenhum voto no Facebook fica protegido quando a Meta remove o perfil que o deu.
Uma divulgação em concurso fica sob dois regulamentos, o da plataforma e o do organizador. A política de spam da Meta, por exemplo, trata a compra e a venda de curtidas como comportamento a ser removido, e o YouTube tem regras próprias para concursos. O Votos Já lê os dois antes de propor qualquer coisa e, se o regulamento proíbe a divulgação paga, não aceita o trabalho.
As plataformas de concurso conferem os votos como rotina: a Easypromos mantém um controle de fraude sobre as participações, e a Woobox registra e sinaliza votos suspeitos. Uma divulgação que chega a pessoas reais, no ritmo delas e espalhada pelos dias do concurso, é o que essas conferências esperam ver. Nada disto é um método para passar por um controle.
A lei federal das promoções com prêmios exige autorização para a distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda, e essa obrigação é de quem organiza a promoção. O Votos Já só divulga a participação em concursos e enquetes que outras pessoas organizam. Não aceitamos votações políticas ou governamentais, e não damos parecer jurídico sobre o seu caso.
Nenhum orçamento traz vitória, posição ou número de votos, porque o organizador conta os votos e aplica as suas regras: no regulamento do iBest, por exemplo, o voto repetido não é aceito. Uma desclassificação ou um voto anulado é decisão do organizador. Nada começa antes de você aprovar o orçamento por escrito.